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Economia, a ciência da escassez: Um estudo introdutório sobre os principais conceitos.

  • Postado em: 12 de março de 2012 17:48
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Introdutoriamente deve-se ter em mente um conceito de economia para que todas as informações colocadas posteriormente possam ser interligadas e o entendimento do leitor acerca do que o texto propõe seja facilitado. Logo, à medida que as informações forem colocadas, visualizaremos o conceito de economia construído diante do repasse de informações.

A Economia, enquanto ciência, é caracterizada como a ciência da escassez, tendo em vista que as necessidades dos indivíduos são limitadas e os recursos para satisfazer essas necessidades, ilimitados. Assim sendo, deduzimos que as necessidades humanas não podem ser completamente satisfeitas. Logo, fica evidente que não é objeto de estudo da Economia bens abundantes, posteriormente entenderemos melhor o por quê.

Cotidianamente observamos erros em qualificar o conceito econômico. Coloca-se que esta baseia-se tão somente em uma relação entre coisas. Tal informação é completamente inverídica (contudo, rotineira). Economia, por sua definição, não se caracteriza numa relação entre coisas, mas sim, numa relação entre pessoas, que, por vezes, é mediada por coisas. Por ser a “ciência da escassez”, administra recursos escassos, visando à produção de bens e serviços para suprir a carência da sociedade.

Sendo assim, as pessoas quando convivem em sociedade possuem necessidades e carência que urgem por satisfação. Cumpre frisar então que em âmbito econômico essas necessidades serão satisfeitas através de bens e serviços.  Estes classificam-se segundo a natureza e segundo o requerente. O ultimo consiste na necessidade de cada indivíduo, que pode ser natural (exemplo: se alimentar) ou de caráter social (exemplo: ir a uma festa).

Enquanto isso, as necessidades classificadas segundo a natureza são subdividas em primárias e secundárias, sendo as primárias (também denominadas de vitais) àquelas essenciais para nossa sobrevivência, e que sem elas a vida humana não seria conservada. São classificadas, portanto, como necessidades de caráter urgente, exemplo: alimentação e moradia. Isso faz crer que as necessidades secundárias (também denominadas de civilizadas) são aquelas que tentam aumentar o bem estar do individuo, e não requerem tanta urgência, variando no tempo de acordo com o meio econômico, cultural e social que o individuo está inserido. Dentro do campo de exemplificação das necessidades secundárias temos o a atividade de turismo e a compra de eletroeletrônicos.

Diante da constatação que as necessidades econômicas são satisfeitas via bens e serviços, abordarei o conceito e classificação destes.

Os bens são classificados como bens de caráter livre e de caráter econômico. Bens de caráter livres são bens abundantes na natureza, como o ar. Sabe-se que bens de caráter abundantes não são objeto de estudo da economia. Quando caracterizados como econômicos, podem ser bens de capital, de consumo, intermediários e finais.

Os bens de capital são utilizados na fabricação de outros bens e não atendem diretamente as necessidades humanas (atenderão no futuro, quando forem utilizadas na produção de bens de consumo).  Além disso, cumpre frisar que o capital empregado na produção pode ser um capital fixo ou capital circulante. O capital fixo são todos os instrumentos disponíveis, como maquinário e equipamentos. O capital circulante são bens em processo de preparação para o consumo, como por exemplo: matéria prima e estoque de armazenagem.

Os Bens de Consumo, por sua vez, destinam-se a satisfação direta das necessidades, se subdividindo em duráveis e não duráveis. Os bens duráveis, como o próprio nome já sinaliza são bens de uso prolongado, e assim, por exclusão, temos o conceito de bens não duráveis.

Um bem pode satisfazer direta ou indiretamente as necessidades humanas. Logo, um bem intermediário caracteriza-se por possuir um processo produtivo voltado para se chegar ao bem final. Por exemplo, o aço que se utiliza na produção de um automóvel é um bem intermediário. Assim como os cimentos e tijolos usados na construção de uma casa e a lã e o algodão que se usa na fabricação de uma roupa. Isso autoriza concluir que: o automóvel a casa e a roupa se caracterizam como bens finais, pois são bens que estão prontos para o uso/consumo.

Entendida a classificação dos bens, saberemos agora um pouco mais sobre os serviços, já que juntos eles suprem as necessidades econômicas dos indivíduos. Serviços são aquelas atividades que, sem criar objetos materiais, se destinam de forma direta ou indireta a satisfazer as necessidades humanas. Assim sendo, o setor de prestação de serviços, caracterizado por criar bens imateriais, é um trabalho que mesmo classificando-se como abstrato, possibilita a satisfação de necessidades. Compõe o setor de prestação de serviços o trabalho de um professor, telemarketing, ou até mesmo de um ator. Tudo que não se encaixa na esfera material deve ser entendido como serviço.

Para que os bens e serviços consigam satisfazer as necessidades humanas é necessário o emprego fatores de produção para tal fim. Os fatores de produção devem ser entendidos como os elementos básicos utilizados na produção de bens e serviços, ou seja, tudo aquilo que é utilizado para fazer o produto que se deseja. Assim, eles se dividem em terra, capital e trabalho. Terra é um termo usado em sentido amplo, assim sendo, indica não só uma provável terra cultivável e urbana, como também, os recursos naturais que contém. Este fator de produção tem como remuneração o salário. Trabalho, por sua vez, refere-se às faculdades físicas e intelectuais dos indivíduos que intervém no processo produtivo. Sendo assim, podemos caracterizar o trabalho como o fator de produção básico, tendo como remuneração o salário. Por capital compreendem-se os meios utilizados no processo produtivo, como as edificações, fábricas, maquinário e equipamentos. Sua respectiva remuneração são os juros.

Torna-se relevante o estudo em questão diante da necessidade de um bom entendimento acerca do que é economia e de como esta ciência propõe satisfazer de forma limitada (direta ou indiretamente) as necessidades humanas que se colocam cada vez mais como ilimitadas. Uma vez isto acontecendo facilitará um posterior entendimento acerca da dinâmica macro e micro econômica.

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Informações

  • Postado por: Havana Ribeiro
  • Membro desde: 31 de janeiro de 2012